Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

O choro faz bem à escrita

Desde pequenina que tenho uma imaginação demasiado fértil. Lembro-me de acreditar piamente no Pai Natal e lembro-me de lhe ter pedido uma boneca que de noite se transformava em menina, só porque nas Chiquititas havia uma…a minha mãe explicou-me calmamente que elas não existiam e eu tive a minha primeira desilusão.

Sabem as histórias da Disney - as antigas, cheias de magia e bons musicais -, aquelas que eram vendidas em cassetes de vídeo? Eu consumia-as! Oh e eu sonhava…como sonhava! Sonhava que a minha voz seria tão bonita como a da Ariel, sonhava que os animais falavam como o Simba, sonhava que os príncipes disfarçados de monstros eram reais e esperavam por uma Bela, sonhava que um dia seria a Cinderela e alguém me calçaria o sapatinho de cristal.

E aprendi que uma alma linda e bondosa se podia esconder no corpo feio e disformado dum corcunda, aprendi que devíamos respeitar cada forma de vida, aprendi que existam heróis e vilões. Eu acreditei, sobretudo, que o bem vencia o mal, no fim.

Sabes que mais? Ninguém se vai comparar à Buffy, à sua incrível força, generosidade e sacrifício; ninguém se atiraria de uma torre para salvar o mundo. E ninguém troca a vida por tantas outras como a Vingadora. Ninguém tem uma família mais mórbida que os Adams, nem mais misteriosa que a do Practical Magic.

Depois veio o Harry Potter com as corujas que eu sonhava que me entrariam pela janela, as cartas a saltarem pelo correio, os feitiços, as uniões, as amizades…Eu queria tanto entrar em Hogwarts que mantive sempre a esperança de haver algo assim, numa dimensão desconhecida.

Também sou daquelas que devoraram Twilight. O Edward fez-me ler por tantas horas seguidas que cheguei a uma altura em que via tudo desfocado. Foi a felicidade suprema quando começaram a comparar-me à Bella dos filmes. Quero lá saber do que dizem, quero lá saber de não ser tão original assim - eu gosto.

Acho que é por isto tudo que quero ser actriz. Fazer parte de um sonho, mesmo que seja tudo a fingir. 

 

sheisnothere às 02:40
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11 comentários:
De marlene cerm a 22 de Julho de 2011 às 02:49
Pobre autora que foi criada para não acreditar em fantasia nenhuma. Nunca acreditou no Pai Natal, nunca acreditou em animais falantes nem em bonecas que azougavam. É uma infância negra, mas ela gostou.
Se fores actriz, assistirei aos filmes ou espectáculos de teatro, sejam onde forem.

Maet, E.


De audrey lou riddle a 22 de Julho de 2011 às 09:50
eu lembro-me bem do desgosto que tive quando descobri que o pai natal não existia. odiei.
ah, o potter! vi o primeiro filme aos seis anos e esperei ansiosamente pela carta de hogwarts que me aparecesse no 11º aniversário. mas não veio.
secretamente ainda a espero.

beijinhos e fico à espera de te ver num grande ecran


De fugiu a 22 de Julho de 2011 às 13:02
Não me fales da Chiquititas *---------* que saudades que eu tenho de as ver!


De J. a 22 de Julho de 2011 às 14:15
estou a abanar o capacete com mamma miaa :DD
ps: o comentário seguinte apagas sff. é simples eu não apareço no msn porque estou sempre off, não sei, é estranho explicar-te. só falo com a narmy e uma amiga minha chamada jéssica, porque ela de vez em quando lembra-se que estou off por vezes e pronto, mas é como se aquilo me enjoasse de quando em vez. bah. mas espera pelo comment a seguir ->


De narmy. a 22 de Julho de 2011 às 19:43
é tudo muito bonito, até se saber da verdade. como disseste, é tudo a fingir. o pai natal não existe, eu não canto bem, os animais não falam comigo, e deus me livre de enfiar o pé num sapato de cristal que não duraria mais de um segundo na minha posse. é tudo uma desilusão, e acho que fazes muito bem em querer ser actriz. é uma profissão que vale a pena, mas lembra-te de não caíres em vulgaridades. não te esqueças de que o teatro é a origem de tudo, e não te vendas a novelas da treta.


De audrey lou riddle a 22 de Julho de 2011 às 20:34
o teu novo icon deixa-me soltar um grande suspiro.
o rupert é algo de wow.


De Temperance a 22 de Julho de 2011 às 22:33
Acho que tiraste o essencial de tudo o que leste ou consumiste por inteiro, e no final é isso que interessa, porque sonhar é uma condição do homem e é o que nos move, isso não se chama ter imaginação fértil ou viver uma ilusão, chamar-lhe-ia mais de.. Sonhar e ver o que de bonito há, num mundo onde já ninguém se dá ao trabalho de sonhar ou onde não se dá valor às paisagens e coisas boas que ele tem. Continua assim, porque ser assim é marcar a diferença. (PS: nunca se esquece.) Vou-te seguir *


De audrey lou riddle a 22 de Julho de 2011 às 23:47
x)
olha que eu fiquei mesmo à espera desse momento


De Cath a 23 de Julho de 2011 às 19:38
adoro adoro ! meu deus, eu adoro isto !é favorito!!


De carolina lewis a 23 de Julho de 2011 às 19:43
ahah, fiz 3 maratonas de hp antes de ir ver o último x) já te disse que adoro o teu icon?
beijinho.


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